A nameless pet

Saturday, September 12, 2009

12092009013

Eis o novo membro da família.

Ele já tem uma gaiola ampla, uma toca confortável, comida e água potável. Só lhe falta um nome, e é justamente aí que vocês entram.

:)

Deixem sugestões!

Como se livrar de um atendente de telemarketing em poucos segundos

Tuesday, September 01, 2009

– Alô?

– Boa noite, o Sr. Diego se encontra?

– Depende.

– …

– Quem quer falar com ele?

– Aqui quem fala é o Ricardo dos cartões Bradesco.

– Ah, então ele não se encontra.

– …

– …

– Qual o melhor horário para encontrá-lo em casa, senhor?

– Ah, ele chega tarde. Tipo, umas 11.

– *Suspiro* O Banco Bradesco agradece, tenha uma boa noite.

– Opa, disponha.

*

Acima de tudo, lembre-se: jamais diga que você está em casa. Pergunte quem quer falar com vocês antes.

Playlist da semana

Sunday, August 09, 2009

E os 10 mais da semana, segundo meu Last.fm, foram:

(Pra quem usa o Google Reader ou outro leitor de RSS: abra o post direto no blog pra ouvir as músicas.)

1. Arctic Monkeys – eu já elogiei bastante os ingleses no meu Twitter, mas não custa reforçar: ouçam Humbug, terceiro disco da banda, e prestem bastante atenção no talento absurdo do Alex Turner. O cara está muito acima de todos os outros letristas da atualidade – tão acima que chega a ser ridículo ouvir outras músicas depois de passar pelo disco dos caras.

2. Mew – eu nem sei nada do Mew, mas eles lançaram um disco muito bom, com uma música (Beach) que é séria candidata a melhor do ano.

3. JJ – eu ouvi, ouvi, ouvi… E não cheguei a entender todo o hype em torno do JJ. Depois que o Pitchfork deu 8.6 pro disco deles, JJ Nº2, acredito que muita gente tenha procurado as músicas com certa curiosidade. A primeira faixa, Things Will Never Be The Same (vídeo logo abaixo) é realmente boa, mas as outras são apenas normais (pra não dizer que são ruins). Eles são da Suécia, parece.

4. Delorean – o Delorean ganhou minha atenção porque o nome do EP é Ayrton Senna, e porque o Pitchfork botou os caras lá no alto também. São de Barcelona e fazem música eletrônica de muita qualidade. Vale a pena ouvir, principalmente a faixa bônus Big Dipper, que eu coloco em streaming pra vossas senhorias logo abaixo.

5. CéU – durante a semana, dei umas tuitadas sobre a CéU. Mais especificamente, falei que estava surpreso com o disco novo dela, Vagarosa. Surpreso no bom sentido, porque o disco é ótimo. Disse no Twitter e repito aqui: se a CéU fosse americana, a blogosfera indie já estaria pondo o disco dela lá no alto. Como não é… Segue sendo um produto de exportação “exótico”, “tropical” e “latino”, como os americanos adoram. Ah, e a CéU também tem que conquistar a audiência dos brasileiros “indie” que adoram Bob Dylan, Johnny Cash e country music em geral, e desconhecem a obra de Nelson Cavaquinho, Jackson do Pandeiro etc. Como se o Bob Dylan soubesse mais das coisas que o Dorival Caymmi, ou como se a revolução estética do primeiro nos dissesse mais respeito que a do segundo. Nos EUA, eles fazem a tradição ser moderna em dois tempos, e ainda convencem o mundo inteiro de que aquilo ali é ultra-avançado. Aqui no Brasil, nós temos essa necessidade infantil de manter distância do nosso DNA. E procuramos nos convencer de que a nossa tradição é ultrapassada. Fazer o quê, né?

6. The Octopus Project – não sei quase nada da banda, só sei que eles são do Texas e que fizeram um clipe simpático sobre um barco falante. Ah, e o EP, Golden Beds, é muito bom. Vejam aí o clipe de Wet Gold (eu compraria um barco desses fácil).

7. Yo La Tengo – o disco novo é ótimo. O nome da banda é ótimo também, e tem uma história curiosa. Ouçam “Nothing To Hide” abaixo e concordem comigo.

8. Phoenix – já elogiei muito, já postei até clipe pra vocês ouvirem. Eles são muito bons.

9. Cold Cave – não sei nada do Cold Cave, mas eles lançaram um disco legal, o Love Comes Close, que eu ouvi muito semana passada.

10. YACHT – não sei porque ouvi tanto YACHT semana passada. Nem gostei tanto do disco. Mas tem uma música boa ali, Psychic City, que até vale a pena. Vejam aí o vídeo.

Momento Twitter do dia

Ana diz:
oi, taí?
Diego diz:
oi, tô sim
já voltou?
Ana diz:
não.. to twitando direto do central!
picanha com alho #rules
@garçonete cadê o suco que pedi já faz um tempão?

Testando

E aí, galerinha bonita?

*

"Galerinha bonita?!"

*

E se o Sarney for totalmente absolvido? E se as tentativas da oposição (que também está metida no lodaçal) não derem em nada? Vamos fazer alguma coisa a respeito? Será que não está na hora de pôr em prática algumas técnicas do manual de desobediência civil?

Não, acho que não. Eu, como bom brasileiro, prefiro acreditar que a violência não é o melhor caminho. Temos instituições fortes e vigorosas pra fazer valer a lei. E depois, fevereiro está aí, tem feriado prolongado. Vou pra praia.

(A propósito, fevereiro é o mês do meu aniversário!)

É ou não é?

*

Queria mandar um abraço pro meu pai, lá em Minas, porque hoje é dia dele e talz. E queria testar um novo player de música, que deve facilitar minha vida aqui no blog. Vou colocar Animal Collective pra vocês, que eles fizeram o melhor disco do ano. Vamos ver se vai:









Foi!

O dia do fico

Wednesday, August 05, 2009

Já estava indo dormir quando li a pedrada que o Clóvis Rossi deu no  ex-presidente Collor, na Folha de hoje. Precisava compartilhar essa com vocês:

“Que Collor, o indecoroso com condenação tramitada em julgado, ressurja com os mesmos tiques e indecências de antes compõe à perfeição o lodaçal putrefato que é a política brasileira.”

Houve um momento em que eu acreditei na manifestação popular a favor da saída de Sarney. Ou melhor, acreditei que ela tinha alguma chance de dar certo. Parece que eu estava enganado.

Mais uma vez sou levado a crer que o pensamento segundo o qual os “caras-pintadas” escurraçaram Collor do poder nos anos 90 está profundamente equivocado (e mal-intencionado, o que acaba sendo pior).

Além disso, fica muito claro que uma possível saída de Sarney de agora em diante nada terá a ver com a opinião pública ou com manifestações organizadas pela sociedade civil. Ele sai se quiser, quando quiser, e do jeito que quiser. Marcelo Tas e companhia bem que tentaram levar o negócio pra frente no Twitter, assinando os posts com a famosa tag #forasarney. Mas não rolou.

E querem saber? A galera que decidiu manifestar sua “revolta” no Twitter ou nos protestos reais que ocorreram nesses últimos meses devia mesmo ter entendido que não ia rolar, desde o início. Mas a galera é muito ingênua, poruque ainda acha que tem poder pra arrancar o cara de lá.

Se Sarney sair, não vai ser por nossa causa.

We’re gonna live in Paris, I Promise

Sunday, July 26, 2009

Mais uma que eu ouço várias vezes por dia:

No excuses

Saturday, July 25, 2009

Eu tenho ouvido isso umas 5 vezes por dia:

O EP deles é do ano passado e chama-se No way down. Dá pra ouvir mais lá no MySpace.

Conclusões

Você pode ter 30 anos de experiência numa profissão e não aprender o essencial. Você pode saber tudo sobre as tarefas que executa diariamente, e pode executá-las com perfeição, mas isso não terá qualquer valor se você não souber se colocar.

Existe gente muito intolerante no mundo. Gente que se fecha para tudo o que parece estranho, novo, diferente etc. Existem também os críticos, que se apegam aos defeitos como um náufrago se apega a uma tábua.

Quando você combina um sujeito intolerante a um sujeito que não sabe se colocar (e que, de quebra, gosta bastante de aparecer e tem uma necessidade enorme de provar que sabe das coisas), você tem um cara chato.

É muito difícil submeter seu trabalho a uma pessoa assim, porque ela jamais estará satisfeita com resultados que não sigam a cartilha dos argumentos tradicionais.

É isso aí, gente. Pressão de vez em quando é divertido, mas só de vez em quando.

Seno A Coseno B

Thursday, July 23, 2009

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Minha terra tem palmeiras

Onde canta o sabiá

As aves que aqui gorjeiam

Não gorjeiam como lá

 

Esse poema é mais forte que um gole de cachaça.

A foto que ilustra o post é de um tal de Guilherme.